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Mostrando postagens com marcador Por Edigleison Fagundes. Mostrar todas as postagens
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sábado, 20 de julho de 2013

Como era a Higiene no séc XVIII?


            
       Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso Palácio não tem banheiros. Na Idade Média, não existiam escovas de dente , perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico.As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas.
Em dia de festa a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para l.500 pessoas sem a mínima condição de higiene. Vemos nos filmes as pessoas sendo abanadas.A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias que eram feitas propositalmente para conter os odores das partes intimas já que não havia adequada higiene.
Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo uso do abanador.
Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
           Quem já visitou Versalies admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram simplesmente contemplados, mas “usados” como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque lá também não havia banheiros.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria nos meses de junho (para eles o inicio do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas era ainda tolerável.
Entretanto, como os Odores já começavam, a incomodar, as noivas carregavam buquês, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Dai termos Maio como o mês das Noivas , e a explicação da origem dos buquês de noiva.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente, e o chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa.
Depois sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres também por idade, e por fim, as crianças.
Os bebês eram os últimos a tomarem banho.
         Quando chegava a vez deles, a água já estava tão suja que era possível “perder” um bebê lá dentro.É por isso que existe a expressão em inglês ”don´t throw the baby out with the bath water”, literalmente “Não jogue o bebê fora junto com a água do banho”, que hoje usamos para os mais apressadinhos.
Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais – cães , gatos, ratos e besouros se aquecerem.
Quando chovia, as goteiras forçavam os animais pularem para o chão assim a nossa expressão “está chovendo canivete” tem o equivalente em inglês “it´s raining cats and dogs” (está chovendo gatos e cachorros).
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho.Certos tipos de alimentos oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada.
Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram alimentos considerados, durante muito tempo venenosos.
Copos de estanho eram usados para cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo “no chão” (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com oxido de estanho.
            Alguém poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro.O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo e bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
A Inglaterra país de território pequeno, é onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, retirados os ossos , colocados em ossários, e o túmulo usado para outro cadáver.
         As vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, pelo lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade havia sido enterrado vivo.
Assim surgiu a idéia de ao se fechar os caixões, amarrar uma tira de pano no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarra-la a um sino.
Após o enterro alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante alguns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar e ele seria “ saved by de bell”, ou literalmente “salvo pelo gongo”, expressão que utilizamos até os dias de hoje.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O que causa a ressaca do mar?


          A chegada de ondas violentas à costa começa quando rajadas de vento fazem subir o nível do oceano e aumentam, já em mar aberto, o tamanho dos vagalhões. Impulsionada por correntes marítimas, a massa de água caminha com velocidade crescente até encontrar o litoral. Ao chegar à praia, o mar agitado inunda a faixa de areia e as ondas quebram bem próximas da orla. A força da ressaca costuma alagar avenidas e danificar construções à beira-mar - há também relatos de banhistas tragados pelo mar e levados para longe da praia pelas fortes correntes marítimas. "No Brasil, as ressacas são quase sempre causadas por frentes frias que atingem o Sul e o Sudeste. Podem ocorrer dezenas de vezes por ano, mas, felizmente, é possível prevê-las até cinco dias antes", diz o oceanógrafo Joseph Harari, da USP. Inspirados na destruição marítima, os bebedores exagerados apelidaram de ressaca aquele mal-estar típico após uma bebedeira. "A palavra deriva do espanhol resaca, cujo sentido original designa o refluxo das ondas do oceano. No Brasil e em Portugal, o termo ganhou um significado metafórico, pois quem bebe demais também passa por muita turbulência na manhã seguinte", afirma o lingüista e tradutor John Robert Schmitz, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Violência marítimaVentos fortes e correntes intensas fazem a água chegar à costa com força máxima
1. Em mar aberto, rajadas de vento geladas e fortes, trazidas por uma frente fria, sopram em direção ao litoral. Elas criam correntes intensas, transportando uma enorme quantidade de água
2. As correntes agitam o mar, aumentando o tamanho das ondas e o nível da água. Ventos de até 50 quilômetros por hora fazem o oceano subir 2 metros, criando ondas de até 4 metros
3. O mar bravo inunda a praia e quebra violentamente no litoral. As ondas grandes podem devastar a orla, alagando ruas, destruindo casas e arrastando pessoas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quem escreveu a Bíblia?



              Ela não foi escrita por somente um autor, trata-se de uma criação coletiva. "A Bíblia é um conjunto de livros escritos por autores variados e, muitas vezes, desconhecidos. Vários livros são resultado de uma produção coletiva ao longo do tempo", diz o cientista da religião João Décio Passos, da PUC-SP. Os especialistas estimam que a produção e reunião de todos os textos que compõem a Bíblia foram feitas ao longo de um período de mais de mil anos, iniciado provavelmente por volta do século 10 a.C. e estendido até o século 2 da era Cristã. A coisa complica de vez, e gera seguidas controvérsias entre os historiadores, quando se tenta identificar com precisão quem foram os responsáveis por determinados trechos da obra sagrada. Um dos grandes problemas é que até o século 2 d.C. era algo bastante comum atribuir, indevidamente, a autoria de vários textos a personagens bíblicos ou a apóstolos de Jesus. Já existem fortes evidências, por exemplo, de que uma parte das Cartas de Paulo não foi realmente elaborada por esse importante seguidor de Cristo, e sim por escritores ainda totalmente desconhecidos. Independentemente de quem foram os autores dos vários livros que compõem a Bíblia, para a tradição judaico-cristã a obra, mais do que um trabalho humano, é principalmente o resultado de uma inspiração divina. "Acredita-se que esses textos não são apenas fruto da atividade criativa de quem os escreveu, mas também de uma ação de Deus, como prega ainda hoje a tradição católica. Os livros da Bíblia foram escritos por homens, mas são o resultado de uma revelação divina", diz o monge dom João Evangelista Kovas, do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. É importante lembrar que boa parte do conteúdo da Bíblia é formada por textos que são considerados sagrados não apenas para os cristãos católicos e protestantes como também para os judeus.
Três vezes sagradaAlém dos protestantes, judeus também aceitam parte da Bíblia dos católicos
Grupo religioso: Cristãos católicos
Como vêem a Bíblia Católica: Aceitam os 72 livros que a compõem. Alguns têm autoria conhecida e são creditados a profetas anteriores a Cristo e a discípulos ou apóstolos de Jesus (como o Evangelho de João)
Grupo religioso: Cristãos protestantes
Como vêem a Bíblia Católica: Os protestantes não consideram sete dos 72 livros: Primeiro Macabeus, Segundo Macabeus, Judite, Baruc, Tobias, Eclesiástico e Sabedoria, além de trechos do Livro de Ester e Daniel
Grupo religioso: Judeus
Como vêem a Bíblia Católica: Aceitam apenas a parte que forma o Antigo Testamento (como os Livros de Isaías e de Ezequiel, atribuídos a esses dois profetas). Não consideram o Novo Testamento como parte da sua literatura sagrada

sábado, 14 de maio de 2011

Por que a sexta-feira 13 é considerada o dia do azar?



           Tudo indica que essa crendice vem de duas lendas da mitologia nórdica. De acordo com a primeira delas, houve, no Valhalla - a morada celestial das divindades -, um banquete para 12 convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga em que morreu Balder, o favorito dos deuses. Instituiu-se, então, a superstição de que convidar 13 pessoas para jantar era desgraça na certa e esse número ficou marcado como símbolo do azar. A segunda lenda é protagonizada pela deusa do amor e da beleza, Friga, cujo nome deu origem às palavras friadagr e friday, "sexta-feira" em escandinavo e inglês. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a personagem foi transformada em uma bruxa exilada no alto de uma montanha. Para se vingar, Friga passou a reunir-se, todas as sextas-feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, num total de 13 participantes, para rogar pragas sobre a humanidade. Da Escandinávia, a superstição espalhou-se por toda a Europa, reforçada pelo relato bíblico da Última Ceia, quando havia 13 pessoas à mesa, na véspera da crucificação de Cristo - que aconteceu numa sexta-feira. No Antigo Testamento judaico, inclusive, a sexta-feira já era um dia problemático desde os primeiros seres humanos. Eva teria oferecido a maçã a Adão numa sexta-feira e o grande dilúvio teria começado no mesmo dia da semana.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Quando surgiram os homens-bomba?



          Os primeiros terroristas suicidas que explodiam o próprio corpo apareceram entre os séculos 14 e 16. "Naquela época, o Império Turco-Otomano vivia um perído de expansão. Uma das armas de seu Exército eram os guerreiros suicidas conhecidos como bashi-bazouks, que se precipitavam contra fortificações ou linhas de batalha do inimigo", diz o historiador Márcio Scalércio, da Universidade Cândido Mendes (RJ). Depois vieram os anarquistas da Rússia czarista, os camicases japoneses durante a Segunda Guerra e os guerrilheiros vietnamitas a partir da década de 50. Mas é bom esclarecer que a expressão "homem-bomba" e a popularização da prática são bem mais recentes - mais precisamente, nos conflitos do Oriente Médio dos últimos 20 anos. Tudo leva a crer que a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988) foi o marco fundante para essa cultura de terroristas explosivos. Inspirados pelas ações de xiitas iranianos, grupos radicais palestinos como Hamas, Jihad Islâmica e a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa fizeram do homem-bomba sua arma favorita na luta contra Israel. Hoje, jovens são doutrinados em escolas muçulmanas ou mesquitas e recebem prêmios pelo "ato de fé" - o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein chegava a pagar 25 mil dólares para a família de um suicida. E a moda macabra já lança tendências: no Sri Lanka e na Chechênia já existem mulheres-bomba e, na Palestina, os terroristas não são mais mortos de fome sem perspectivas. Uma pesquisa recente mostrou que a maioria dos homens-bomba palestinos vêm da classe média e têm boa educação.
Vestidos para matarCarregados de explosivos, suicidas usam disfarces até o momento do atentado
MASSINHA PERIGOSA
O explosivo conhecido como C-4 (ciclotrimetileno-trinitramina) tem consistência maleável, semelhante à argila. Depois de ser acionado por uma carga elétrica, o C-4 explode quase instantaneamente, voando por um raio de centenas de metros. A ironia é que os Estados Unidos são os principais fabricantes desse explosivo plástico
DESTRUIÇÃO MULTIPLICADA
Pregos, bolinhas de ferro e pedaços de vidro são embalados junto com a massa explosiva. Quando a bomba é acionada, o material é arremessado com um impulso que supera em várias vezes a velocidade do som, alojando-se no corpo das vítimas. A hemorragia causada pelos estilhaços causa mais mortes que o impacto da explosão
O ÚLTIMO TRAJE
Embora não haja um padrão de roupa, no Oriente Médio os homens-bomba costumam usar um cinturão ou um colete com vários bolsos, onde são colocados pacotes contendo até 9 quilos de explosivo. Esse traje é usado sob a roupa normal do terrorista. Assim, disfarçado, ele chega ao alvo sem ser identificado
FOGO NA BOMBA
Nos atentados mais recentes, homens-bomba palestinos têm usado detonadores elétricos ligados a uma pilha. Quando o botão é acionado, a pilha emite um leve impulso elétrico, que logo detona toda a carga de C-4
CÍRCULO DO TERROR
Um homem-bomba consegue ferir pessoas a um raio de até 200 metros da explosão. Na hora da detonação, os terroristas escolhem locais cheios de gente, como centros comerciais

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Como funcionam os sites de busca na internet?



          Na essência, todos os sites de busca funcionam do mesmo jeito: montam um banco de dados com o texto de milhões de páginas e mostram aquelas que têm a ver com a palavra que você digitou na tela de procura. A diferença está nos detalhes. Tipo: que página deve aparecer primeiro? Se você digita algo como "São Paulo", o site de buscas não sabe se você está atrás de informações sobre a maior cidade do país ou sobre o santo. Mas ele tem que dar um jeito de "saber o que você está pensando". Cada site usa fórmulas específicas para ordenar os resultados de uma pesquisa. O jeito mais comum, hoje, é colocar no topo da lista as páginas que recebem mais links de outros sites.
Mas o endereço de busca mais popular na rede, o Google (www.google.com.br), inventou um jeito de ir mais longe: o link de uma página respeitada vale mais que um link qualquer. Os gênios por trás da tecnologia de busca do site são dois engenheiros da computação: Sergey Brin e Larry Page, que apresentaram o Google num artigo de divulgação científica de 1998. Na época, o site era só um projeto de faculdade, para a Universidade de Stanford, na Califórnia. Hoje, vale pelo menos 20 bilhões de dólares!
Oráculo da redeGoogle usa até texto de links para ordenar páginas
1. Todo site de busca tem um gigantesco banco de dados que serve de base para as pesquisas na rede. Isso é feito por programas chamados "robôs" ou "aranhas". Eles varrem a internet e gravam o texto de todos os sites que encontram, num ritmo de algumas centenas de páginas por segundo
2. O programa de busca guarda informações como a posição de cada palavra nos sites varridos e o tamanho em que ela aparece. Por exemplo: se você digitar "beatles" no campo de busca e essa palavra estiver no título de uma página, com letras grandes, esse site tende a aparecer bem ranqueado, ou seja, entre os primeiros resultados da pesquisa
3. Mas o fator que mais influi para o ranqueamento é outro: a quantidade de links que apontam para o site. O Google atribui mais valor aos links de páginas que, por sua vez, também são apontadas por muitas outras. Então vale mais um link que esteja indicado no site da Universidade de Harvard, por exemplo, do que num blog qualquer
4. Também conta se o link que leva à página der uma informação extra. Imagine que você tenha um site sobre os Beatles e alguém digite "letras dos beatles" no Google. Se outras páginas tiverem um link escrito "letras dos beatles" que leve ao seu site, ele ganha mais valor

quarta-feira, 27 de abril de 2011

É realmente perigoso tomar banho depois de comer?


            Só se a água estiver muito quente. Depois de uma refeição, nosso sangue se dirige em grande quantidade ao sistema digestivo para auxiliar a digestão. "Se entrarmos em contato com água muito quente, parte desse sangue desvia para a pele", diz o fisiologista Francisco Gacek, da USP. Isso porque os vasos sangüíneos superficiais se dilatam para deixar passar o calor e esfriar o organismo. Assim, parte do sangue que deveria ajudar no processo digestivo migra para a pele. O alimento permanece mais tempo no estômago e no intestino, podendo sofrer uma nociva fermentação provocada por bactérias. Já a água fria não traz problemas de digestão. Risco maior corre quem decide nadar depois de comer: o exercício físico atrai muito mais sangue para os músculos do que a água quente do banho.

sábado, 23 de abril de 2011

Por que o ovo e o coelho são símbolos da Páscoa?



           A maior celebração cristã (junto com o Natal, claro) tem sua origem na festa judaica do Pessach - que significa "passagem" em hebraico, uma referência à saída dos judeus do Egito e sua libertação da escravidão, com a chegada à terra prometida sob a liderança de Moisés. Durante a festa judaica, o ovo - um dos únicos alimentos que não perde a forma depois de cozido - é utilizado como símbolo do povo de Israel. Em determinado momento, o chefe de família se levanta e diz: "O povo de Israel é como esse ovo, que, quanto mais cozido na dor e no sofrimento, mais preserva sua unidade e sua identidade". (Evidentemente, naquela época o ovo ainda não era de chocolate.) A comemoração foi adaptada pelo cristianismo para relembrar a ressurreição de Cristo, que também representa a renovação da vida. "Já o coelho foi uma forma de popularizar a festa", diz Maria Ângela de Almeida, teóloga da PUC-SP.
Desde o antigo Egito, o animal era símbolo da fertilidade devido à sua incrível capacidade de procriação. "O Pessach teve origem em ritos tribais, cujo objetivo era celebrar a paz entre os povos. O cordeiro era repartido entre os chefes das tribos, num jantar comunitário que reforçava suas alianças. Nesse contexto, o coelho veio substituir o cordeiro", afirma Maria Ângela.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Qual é o maior sapo do mundo?



          O maior anuro do mundo - ordem dos anfíbios saltadores sem cauda, da qual fazem parte os sapos, as rãs e as pererecas - não é um sapo. É a rã-golias (Conraua goliath), que pode ter até 35 centímetros e 3,5 quilos, peso equivalente ao de um gato! A principal diferença entre rãs e sapos é que estes vivem em terra firme, enquanto as rãs adoram um ambiente aquático. Por isso, as patas traseiras das rãs possuem membranas entre os dedos, não encontradas nos sapos. "A rã-golias vive em ambientes de água corrente, como riachos, e perto de cachoeiras. Embora seja comestível, ela não é criada comercialmente", afirma o zoólogo Célio Haddad, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro (SP). Também chamada de rã-gigante-africana, ela vive nas florestas tropicais de Camarões e Guiné Equatorial, dois países do oeste da África. Apesar do tamanho, ela conserva a agilidade de suas primas menores e consegue pular a uma distância de 3 metros. Quando filhote, a rã-golias come apenas plantas, mas ao ficar adulta inclui insetos, peixes, crustáceos e outros anfíbios em sua dieta. A espécie foi descoberta em 1906 e já está ameaçada de extinção, principalmente por causa da destruição de seu habitat e da caça descontrolada. O animal também é muito procurado por colecionadores. Nos Estados Unidos, um exemplar chega a custar 3 mil dólares!

Anfíbios avantajados

Espécie encontrada no Brasil chega a ter 25 centímetros de comprimento
SAPO-CURURU (Bufo marinus)
Tamanho - Até 25 centímetros
Região de origem - Da Amazônia ao México
Curiosidade - Uma de suas principais características é ter verrugas pelo corpo. Introduzido na Austrália, tornou-se uma praga por lá, onde não tem inimigos naturais
RÃ-TOURO (Rana catesbeiana)
Tamanho - Cerca de 20 centímetros
Região de origem - América do Norte
Curiosidade - Seu vigoroso coaxar lembra o mugido de um touro. Por sua carne nutritiva e saborosa, é a principal rã comestível do mundo. Quando falta comida, a espécie apela para o canibalismo
RÃ-PIMENTA (Leptodactylus labyrinthicus)
Tamanho - Cerca de 20 centímetros
Região de origem - América do Sul
Curiosidade - A maior rã do Brasil se alimenta de outros anfíbios, de pequenos pássaros e até de serpentes. Ela passa o dia escondida em locais abrigados e sai para caçar à noite

segunda-feira, 14 de março de 2011

Como se formam as tsunamis,as ondas gigantes?

          
         Um tsunami é uma onda ou uma série delas que ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, como, por exemplo, um sismo, atividade vulcânica, abrupto deslocamento de terras ou gelo ou devido ao impacto de um meteorito dentro ou perto do mar. Há quem identifique o termo com "maremoto" - contudo, maremoto refere-se a um sismo no fundo do mar, semelhante a um sismo em terra firme e que pode, de facto originar um(a) tsunami. A energia de um tsunami é função de sua amplitude e velocidade. Assim, à medida que a onda se aproxima de terra, a sua amplitude (a altura da onda) aumenta à medida que a sua velocidade diminui. Os tsunamis podem caracterizar-se por ondas de trinta metros de altura, causando grande destruição.
           Um tsunami pode ser gerado por qualquer distúrbio que desloque uma massa grande de água, tal como um sismo (movimento no interior da terra), um deslocamento da terra, uma explosão vulcânica ou um impacto de meteoro. Os tsunamis podem ser gerados sempre que o fundo do mar sofre uma deformação súbita, deslocando verticalmente a massa de água. Os sismos tectónicos são um tipo particular de sismo que origina um deformação da crosta; sempre que os sismos ocorrem em regiões submarinas, a massa de água localizada sobre a zona deformada vai ser afastada da sua posição de equilíbrio. As ondas são o resultado da acção da gravidade sobre a perturbação da massa de água. Os movimentos verticais da crosta são muito importantes nas fronteiras entre as placas litosféricas. Por exemplo, à volta do Oceano Pacífico existem vários locais onde placas oceânicas mais densas deslizam sob as placas continentais menos densas, num processo que se designa por subducção. Estas zonas originam facilmente tsunamis.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Por que as imagens de deuses indianos geralmente possuem muitos braços?



      Os vários braços dos deuses indianos simbolizam suas muitas qualidades. "Na representação de seus mitos, as culturas recorrem a vários meios para se referir ao poder, à força e à energia de seus deuses. No caso dos deuses indianos com vários braços, a estratégia é a da fixação de traços de grande atividade na área que cada um representa", diz o lingüista Carlos Alberto da Fonseca, da Universidade de São Paulo (USP). A deusa Sarasvatî, por exemplo, está relacionada ao mundo das artes e segura em suas quatro mãos objetos que lembram a multiplicidade artística que ela representa. Já o deus Shiva, numa das narrativas sobre a Criação, constrói o mundo dançando, marcando o ritmo com os dois pés enquanto produz a realidade com os gestos de seus quatro braços. Normalmente, ele tem dois objetos nas mãos: um pequeno tambor (que representa o passar do tempo) e uma chama (a eternidade). Os outros dois braços dão a impressão do movimento próprio de um dançarino. Os dedos de uma mão apontam para cima, simbolizando um caráter protetor, enquanto os dedos da outra apontam para o chão, representando a caridade de Shiva.