Muito pouco. O máximo que ele pode fazer é ajudar a neutralizar e amenizar um pouco sua ação. Em caso de intoxicação, a primeira coisa a se fazer é procurar um médico e não buscar soluções caseiras. Existem venenos que atuam diretamente no local, causando lesões no esôfago e no estômago quando entram em contato com a mucosa. "Nesses casos, beber leite pode ajudar a proteger as paredes dos órgãos afetados, atenuando as lesões enquanto a pessoa está a caminho do hospital", diz o gastroenterologista Heitor Rosa, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Já nos casos de ingestão de venenos de ação sistêmica - como são chamados aqueles que penetram a corrente sanguínea logo após a ingestão - o leite não pode ajudar. "Enquanto o tóxico está no estômago, ele pode até neutralizar um pouco sua ação, mas sem interferir na absorção do veneno pelo organismo", diz Heitor. Por isso, se for uma picada de cobra ou de escorpião, nem adianta tomar leite, pois o veneno obviamente entra no corpo não pelo estômago, mas por outro caminho.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Para que serve o hímen?
Biologicamente, para nada. Pode até ser que essa película, presente na entrada do canal vaginal, ajude a prevenir infecções genitais em crianças, mas nada cientificamente comprovado. O hímen surge no início do desenvolvimento do embrião feminino, formado do resquício da tampa vaginal – quando o órgão genital ainda não tem abertura externa. Apesar de ser usado para indicar virgindade, ele nem sempre é rompido com a relação sexual. Absorvente interno, andar de bicicleta, masturbação e outros motivos também podem perfurá-lo. Além disso, somente algumas mulheres apresentam sangramento quando o hímen se rompe, já que isso depende da quantidade de vasos sanguíneos que irrigam a membrana, o que varia de pessoa para pessoa.
BEM NA ENTRADA
Conheça os tipos de hímen e suas características
ANULAR
É o mais comum. Tem uma membrana fina, com apenas um orifício no meio, geralmente rompido na primeira relação sexual. Pode ou não causar sangramento
COMPLACENTE
Película grossa e muito elástica, com um orifício no centro.Dificilmente se rompe em relações sexuais e só deixa de existir quando a mulher tem filhos por parto normal
CRIBRIFORME
Poucas mulheres apresentam este tipo de hímen. Em vez de apenas um orifício ao centro, ele tem vários furinhos pelos quais passa o fluxo menstrual
IMPERFURADO
Muito raro. Não há orifícios e as meninas que têm este tipo de hímen precisam fazer uma cirurgia para abrir passagem para o fluxo menstrual e para as relações sexuais. A cirurgia do hímen imperfurado é feita logo após a menarca – primeira menstruação
CONSULTORIA Aarão Mendes Pinto Neto, do departamento de tocoginecologia da Unicamp
sábado, 12 de novembro de 2011
Qual é o peso da Terra?
Nenhum! Para começo de conversa, é preciso entender a diferença entre peso e massa. O que normalmente chamamos de peso - o número de quilogramas exibido quando subimos na balança - é, na verdade, nossa massa: a quantidade de matéria de que somos constituídos. Já a definição correta de peso é a atração entre um objeto qualquer e a Terra - portanto, essa atração não pode ser calculada em relação a ela mesma. A massa do planeta, sim, pode ser calculada por meio das leis da Física descobertas por Isaac Newton. Foi ele quem percebeu que a atração entre dois corpos no espaço é afetada por suas massas e pela distância entre eles, estabelecendo a lei da gravitação universal. Segundo ela, um mesmo objeto pode ser atraído por uma força na Terra (seu peso) e por outra menor na Lua, que tem massa menor. "O cálculo da massa terrestre - igual a 6 x 1024 kg - foi resolvido em 1798 por Henry Cavendish, cientista inglês que partiu das leis de Newton", diz Eder Cassola Molina, do Intituto Astronômico e Geofísico da USP.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Jogador de rugby sofre AVC e acorda gay
O jovem Chris Birch, de 26 anos, estava fazendo graça para os amigos e acabou sofrendo um acidente. Ao tentar dar um mortal no meio de um campo, caiu, quebrou o pescoço e teve um derrame. O então jogador de rugby de 120 kg sobreviveu, mas acordou se sentindo diferente. “Quando despertei, passei imediatamente a me sentir atraído por homens”, afirmou à imprensa local. Na época, Birch era noivo de uma garota e trabalhava em um banco. Hoje, desfila seus 70kg, se diz feliz com seu visual mais despojado e com a nova profissão de cabeleireiro. Ele terminou o noivado e atualmente mora com o namorado em um apartamento em cima do salão onde recebe seus clientes. De acordo com o neurologista de Birch, o cérebro faz novas conexões no período de recuperação de um AVC. Esse processo pode despertar as pessoas para sensações até então desconhecidas, como uma sexualidade diferente. Birch declarou, ainda, que jamais voltaria atrás: hoje leva uma vida muito mais divertida do que antes.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Por que a caixa-preta dos aviões é laranja?
Por que chama mais a atenção. Em caso de acidentes, a caixa-preta – que guarda os dados do voo – precisa ser rastreada em locais de difícil acesso, como o fundo do mar. Por isso, além de ser laranja, ela carrega duas tiras fosforecentes, que refletem a luz. A expressão caixa-preta vem da década de 50, quando os circuitos eletrônicos do avião eram agrupados em compartimentos, mas o termo correto é Flight Data Recorder (em inglês, “ gravador de dados do voo”). “Como o funcionamento dos circuitos era obscuro, as caixas ficaram conhecidas como black boxes, já que a cor preta remete ao desconhecido”, explica Hildebrando Hoffmann, professor de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS. E o apelido pegou justo na única caixa que, por convenções mundiais de aviação civil, é obrigatoriamente da cor laranja. Em média, uma caixa-preta utilizada por aviões comerciais tem 13 cm de altura por 12 de comprimento, podendo pesar cerca 5 kg. Feita com uma liga de titânio e resina, a caixa suporta temperaturas de até 1100º C.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Que invenções de guerra a gente usa hoje em casa?
Do computador ao chocolate, é enorme a lista de produtos criados para fins militares e depois adaptados para o uso no dia-a-dia. "Quase todos os materiais de nosso cotidiano empregam alguma tecnologia bélica", afirma o engenheiro João Luiz Hanriot Selasco, diretor do Instituto Nacional de Tecnologia, no Rio de Janeiro. Faz sentido - e se pensarmos bem, vamos encontrar o tempo todo produtos usados tanto na guerra quanto na paz. "Na cozinha, encontramos imediatamente a faca, que pode matar alguém ou só cortar um legume. É uma via de mão dupla - há passagens constantes do civil para o militar e vice-versa", diz o historiador Gildo Magalhães, da Universidade de São Paulo. Nestas páginas, reunimos os seis produtos mais inusitados que passaram do campo de batalha para a sala de estar. Limitamos a lista às inovações surgidas nos séculos 19 e 20 - e não ultrapassamos os muros de casa, senão teríamos de incluir coisas como o radar e a ultra-sonografia. Os avanços das pesquisas no mundo militar afetam, claro, os setores diretamente relacionados com a briga em si, como a fabricação de munições ou armamentos. Mas essa evolução sempre respinga nas tecnologias civis. Por exemplo, quando acabou a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o setor industrial dos Estados Unidos havia dado um salto tanto nos modos quanto na capacidade de produção. A idéia inicial era tornar as fábricas eficientes para detonar o inimigo, mas, com o fim dos conflitos, as indústrias estavam livres para revolucionar a produção de alimentos, de roupas, de meios de transporte e outras atividades.
Arsenal caseiroVários aparelhos do lar nasceram nos conflitos do século 20
Forno de microondas
INVENTOR - Percy Spencer
PAÍS - Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU - Guerra fria (1945-1991)
Quando a Segunda Guerra estava no fim, um funcionário da fornecedora militar Raytheon, o engenheiro Percy Spencer, notou que um chocolate em seu bolso derreteu quando ele inspecionava magnétrons, componentes usados em radares. Deduzindo que a meleca havia sido causada pelo calor gerado pelos magnétrons, Percy criou um aparelho para aquecer comida usando esse princípio. A Raytheon comprou a idéia e lançou o microondas.
CURIOSIDADE - O primeiro microondas pesava 340 quilos e custava de 2 mil a 3 mil dólares!
Chocolate M&M'S
INVENTOR - Forrest Edward Mars
PAÍS - Espanha / Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU - Guerra Civil Espanhola (1936-1939)
O empresário americano Forrest Mars ficou sabendo que tropas da Guerra Civil Espanhola comiam pelotas de chocolate envolvidas numa casca dura açucarada, que impedia o calor de derreter a guloseima. Inspirado na idéia, Mars criou os confeitos M&M’s, nome originado das iniciais dos sobrenomes de Mars e de seu sócio, Bruce Murrie.
CURIOSIDADE - Em 1941, o produto já estava no mercado, mas ganhou impulso quando o Exército americano passou a incluir os M&M’s na ração dos soldados que foram à Segunda Guerra. Em 1948, a embalagem de cartolina foi trocada pelo saquinho plástico que conhecemos hoje.
Panela de teflon
INVENTOR - Roy J. Plunkett
PAÍS - Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU - Segunda Guerra (1939-1945)
Em 1938, o químico Roy Plunkett realizava experiências com gases para refrigeração. Por acaso, uma amostra virou uma substância pegajosa, em que quase nada grudava. Em 1945, a invenção recebeu o nome de teflon. Os primeiros usuários do novo produto foram os militares americanos, que aplicaram o teflon para revestir tubos e vedações na produção de material radioativo para a primeira bomba atômica.
CURIOSIDADE - Depois do fim da Segunda Guerra, a empresa em que Plunkett trabalhava encontrou diversas aplicações para o teflon, como o revestimento não adesivo para panelas.
Leite condensado
INVENTOR - Gail Borden
PAÍS - Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU - Guerra de Secessão (1861-1865)
Procurando uma forma de prolongar o armazenamento do leite, reduzir seu volume e contornar a falta de refrigeração, o inventor americano Gail Borden patenteou um método para fabricar leite condensado em 1856. A novidade ficou meio esquecida até o início da Guerra de Secessão, quando o exército dos estados do Norte incluiu o produto na ração das tropas, comprando grande quantidade de leite condensado.
CURIOSIDADE - Quando voltavam para casa de licença, os soldados contavam às famílias sobre o novo tipo de leite. O produto bombou tanto que a fábrica de Borden mal conseguia atender às encomendas.
Computador
INVENTOR - Engenheiros da Universidade da Pensilvânia
PAÍS - Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU - Guerra fria (1945-1991)
O primeiro computador, chamado de Eniac, surgiu nos Estados Unidos. Projetado para o Exército americano, o aparelho servia para ajudar nos cálculos de artilharia. O bichão ficou pronto em 1946 e ajudou nos cálculos para construir a bomba de hidrogênio, testada pelos Estados Unidos em 1952.
CURIOSIDADE - A máquina tinha mais de 2 metros de altura e ocupava uma área de 15 por 9 metros - algo como um armário gigante. Custou em torno de 400 mil dólares.
Margarina
INVENTOR -Hippolyte Mège-Mouriès
PAÍS - França
GUERRA EM QUE SURGIU - Guerra Franco-Prussiana (1870-1871)
Na década de 1860, o imperador francês Napoleão III, sobrinho de Napoleão Bonaparte, ofereceu um prêmio a quem descobrisse uma alternativa barata para a manteiga - na época, um produto caro e escasso. Até hoje os historiadores discutem se o imperador fez isso para facilitar a vida dos franceses pobres ou para abastecer suas forças armadas, às vésperas da Guerra Franco-Prussiana.
CURIOSIDADE - Seja como for, o químico Mège-Mouriès apresentou a margarina, em 1869, levando o prêmio de Napoleão III.
sábado, 5 de novembro de 2011
Por que a vodca não congela no freezer?
Porque a temperatura necessária para fazer a bebida congelar fica um pouco abaixo dos 20 ºC negativos, a temperatura que um freezer costuma ter. Como isso é possível? Simples: graças ao baixíssimo ponto de congelamento do álcool etílico: 117 ºC negativos. A vodca contém entre 40% e 55% de álcool e essa quantidade é mais que suficiente para que a bebida suporte o frio do congelador sem sair do estado líquido. Mas o álcool não trabalha sozinho. "A vodca contém substâncias, como sais, que também reduzem seu ponto de congelamento", diz o químico Flávio Maron Vichi, da USP. O que os sais fazem é aumentar o grau de desordem nas ligações das moléculas das Smirnoffs e Stolichnayas da vida. Isso deixa o líquido mais longe do congelamento, no qual atingiria o estado mais ordenado de todos: o sólido.
Para congelar uma substância bagunçada pelos sais é preciso retirar mais energia dela. "Retirar mais energia", em português claro, significa ter que baixar ainda mais a temperatura. Em outras bebidas que têm uma quantidade de álcool e sais parecida com a da vodca, como o uísque ou o conhaque, o processo é o mesmo. A diferença é que não os colocamos no freezer por costume. O hábito de fazer isso com a vodca se deve à natureza da bebida. A temperatura baixa impede que a gente sinta o sabor do destilado. E a graça da vodca é justamente ter o gosto mais neutro possível.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
O que há no centro da Lua?
O mais provável é que seja ferro, como no centro da Terra - mas com uma diferença: o núcleo lunar é proporcionalmente bem menor, correspondendo a apenas 2% da massa do satélite. (Para ter uma idéia, o do nosso planeta equivale a 30%.) Claro que nenhuma sonda perfurou a Lua para nos trazer essa informação lá do fundo. "São os dados sobre o seu campo gravitacional que nos dão 90% de certeza de que seu núcleo é formado por um metal denso. No caso, ferro puro ou misturado com enxofre", diz o geofísico Lon Hood, da Universidade do Arizona, Estados Unidos, responsável por algumas das mais recentes investigações sobre o assunto para a Nasa. Mas para que serviria vasculhar o centro da Lua? Simplesmente para solucionar um mistério astronômico bem maior: a própria origem do nosso satélite.
Se ele tivesse nascido junto com a Terra - da mesma nuvem de matéria, como reza uma das teorias sobre o assunto -, seus núcleos deveriam ter a mesma proporção de ferro. Mas já descobrimos que isso não acontece. Assim, fica reforçada outra tese: a de que a Lua surgiu de estilhaços da Terra. Nosso planeta teria sido atingido em cheio por um objeto maior do que Marte (!), há cerca de quatro bilhões de anos. A gigantesca nuvem de poeira levantada pelo desastre teria se aglutinado, formando o satélite. Como o grosso desse pó seria das partes mais superficiais da Terra, que contêm pouco ferro, ficaria esclarecida a razão de a Lua ser tão pobre nesse metal.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Qual é a cirurgia mais feita no mundo?
É a cesariana, cirurgia em que se realiza um corte no abdômen da mulher grávida para retirar o bebê. Não existe um levantamento mundial, mas os dados do Brasil permitem deduzir isso facilmente. Em 2007, foram feitas 650 404 cesarianas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) . Já a cirurgia não obstetrícia mais comum só rolou 147 mil vezes - foi a colecistectomia, a retirada da vesícula biliar. No mundo, as cirurgias obstetrícias - ligadas à reprodução - são as mais comuns, e nesse grupo as cesarianas se destacam porque o número de nascimentos é sempre muito maior que a incidência de qualquer doença. Mas a popularidade das cesarianas cresceu tanto que preocupa os especialistas. "Cerca de 40% dos partos do país são feitos por cesárea, sendo que a Organização Mundial da Saúde diz que esse número não precisa passar de 15%", afirma a obstetra Regina Viola, do Ministério da Saúde.
Saída alternativaAté o século 16, cesariana era morte certa para a mãe
DA ANTIGUIDADE AO SÉCULO 15
Na Antiguidade, abrir a barriga era morte certa. Nessa época e até o final da Idade Média o corte só era feito quando a mãe estava morta ou prestes a morrer, numa última tentativa de salvar o bebê ou para enterrá-los separadamente
SÉCULO 16
Os primeiros relatos de mães que sobreviveram à cesariana são do século 16. Mas só no século 19 é que isso deixou de ser raro, tanto na Europa - onde os médicos conheciam melhor a anatomia -, como na África, onde curandeiros usavam ervas para reduzir hemorragias e infecções
FIM DO SÉCULO 19
Finalmente apareceram as primeiras formas de anestesia e os médicos aperfeiçoaram técnicas e instrumentos. A ciência também descobriu os germes. Só lavando as mãos antes de operar, os médicos passaram a salvar as mães em metade das cesarianas!
INÍCIO DO SÉCULO 20
Com a cirurgia cada vez mais segura, os médicos começaram a realizá-la antes que a mãe estivesse "nas últimas", aumentando as chances de sucesso. Na primeira metade do século 20 é que surgiram as técnicas de cesariana usadas até hoje
A PARTIR DO PÓS-GUERRA
Com a síntese da penicilina nos anos 40, a cesariana virou um procedimento muito seguro. Tão seguro que, na opinião de vários especialistas, passou a ser "banalizada", sendo usada até mesmo em situações favoráveis a um parto normal
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
O beijo na boca pode transmitir doença?
Normalmente não. Mas se a defesa imunológica da pessoa estiver enfraquecida, o corpo pode pegar algumas doenças. "A mais comum é a candidíase, o famoso ‘sapinho’. Ela é causada por um fungo e aparece na forma de vermelhão, ardência e pequenas feridas no canto da boca", diz a dentista Fernanda Franco, dos hospitais Moinhos de Vento e Santa Casa de Porto Alegre (RS). Mais graves são as infecções causadas pelos vírus da família dos herpes."O herpes bucal ataca os lábios e a região ao redor. Mas também podem aparecer feridas dentro da boca ena gengiva", afirma Fernanda. Tem mais: a troca de saliva pode gerar ainda a mononucleose infecciosa, que provoca febre e faringite e se manifesta em pequenas manchas no céu da boca, infecções na gengiva e úlceras parecidas com aftas. Apesar de raro, até a tuberculose pode ser transmitida pela saliva. Mas sem neuras: esses problemas não são freqüentes. Se a pessoa está saudável, o organismo se defende das centenas de vírus, fungos, protozoários e bactérias, que se alojam principalmente entre a gengiva e os dentes quando a gente beija alguém. Então, uma bela higiene bucal é vital. Vale o básico: escovar bem os dentes e usar fio dental - até para reduzir o risco de você estar com um tremendo bafo e espantar aquela supergata. Quem usa piercings na língua ou no lábio também deve ficar esperto. Beijo na boca só após a cicatrização e a higienização correta. Tomando os devidos cuidados, é só partir pro abraço. Quer dizer, pro beijo.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Como funciona um gasoduto?
Um gasoduto é uma rede de tubos que leva gás de uma região produtora, como a Bolívia, para uma região consumidora, como o Brasil. O gás é transportado pelos tubos com a ajuda da diferença de pressão: em um ponto, chamado estação de compressão, a pressão no duto é elevada e "empurra" o fluido para o ponto de menor pressão. No gasoduto entre a Bolívia e o Brasil, o gás percorre mais de 3 mil quilômetros - 557 quilômetros no país vizinho e 2 593 quilômetros por aqui. Esse "minhocão", que transporta até 30 milhões de m3 de gás natural por dia, tornou-se um dos assuntos mais inflamáveis do momento depois que o presidente boliviano, Evo Morales, anunciou a nacionalização do gás natural no país. Na prática, a medida significa um aumento imediato (de 50% para 82%) no imposto sobre o gás que o Brasil importa, além do controle da Bolívia sobre as duas refinarias da Petrobras no país. É motivo de sobra para o presidente Lula ficar encanado.
Entrando pelo canoNo gasoduto Bolívia- Brasil, tubulação fica enterrada a 1,2 metro de profundidade
1. Tudo começa com a extração do gás na Bolívia. Lá, ele é retirado do solo, que é perfurado por sondas. Como o gás está sob pressão embaixo da terra, ele sai naturalmente quando encontra uma brecha. Antes de entrar no gasoduto, o gás natural, constituído principalmente de metano, é purificado - gases como enxofre e propano caem fora
2. Antes de iniciar viagem, o gás natural ainda tem que ser comprimido para uma pressão entre 80 e 100 kgf/cm2 — 80 a 100 vezes maior que a da atmosfera ao nível do mar. Ao longo do gasoduto, estações de compressão ajudam a recuperar a pressão perdida pelo caminho. No Brasil, são 14 estações, como a de Corumbá (MS)
3. Não dá para tirar o gás em qualquer ponto do gasoduto. Mas a tubulação passa por 36 cidades onde há estações de entrega. Nessas saídas para o produto, o gás tem a pressão diminuída para cerca de 35 kgf/cm2 (por razões de segurança) e é retirado por companhias distribuidoras locais. Uma das estações de entrega fica em Campo Grande (MS)
4. Outro tipo de estação que rola é a de medição. Existem várias espalhadas pelo trajeto, como esta em Guararema (SP). Uma estação de medição é simples: ela possui equipamentos para monitorar o volume e a velocidade do gás. Funciona como um posto de controle
5. O gasoduto também tem mecanismos de segurança. Há 115 válvulas de bloqueio, posicionadas com intervalo de 30 quilômetros entre uma e outra. Elas fecham a passagem do gás quando há sinal de vazamento na área. Há válvulas de bloqueio também nas estações de compressão
6. A manutenção é feita por via terrestre, aérea e até aquática — mergulhadores checam trechos em que a tubulação cruza rios. Entre outras coisas, os técnicos conferem a preservação da "faixa de servidão", um trecho de 20 metros de largura que acompanha todo o gasoduto. Nessa faixa, é proibido construir e plantar
7. Na cidade de São Paulo, onde são consumidos diariamente 11,5 milhões de m3 de gás natural, o produto não é armazenado em botijões, como acontece com o gás do tipo GLP. Ele sai diretamente do gasoduto para os dutos das distribuidoras locais, que alimentam postos de combustível, residências e indústrias
8. O gasoduto segue para o sul do Brasil até Canoas (RS), onde finalmente termina após 3 150 quilômetros! A tubulação que transporta o gás é de aço-carbono, um dos mais resistentes. O diâmetro dos canos varia entre 16 e 32 polegadas (de 40,6 a 81,2 cm), dependendo do trecho. O gasoduto fica enterrado a uma profundidade média de 1,20 metro
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Quais os dez reis mais malucos da história?
10. Nabonidus
Quando viveu - Século 6 a.C.
Onde reinou - Babilônia
Nabonidus levou ao fundo do poço a poderosa civilização da Babilônia, que teve seu auge entre os séculos 18 a.C. e 6 a.C. Esquisitão, ele vivia escondido num oásis na Arábia enquanto seu filho administrava o reino. Para horror dos súditos, desprezava o culto a Marduk, o deus mais popular. Em vez disso, construiu um templo para si próprio, onde rolavam cerimônias comandadas por duas sacerdotisas: sua mãe e sua irmã - Freud explica...!
Maior loucura - Trechos dos Pergaminhos do Mar Morto - achados em Israel a partir de 1947 - relatam que Nabonidus achava que era um bode e às vezes saía andando de quatro e comendo grama!
9. Frederico I
Quando viveu - 1657-1713
Onde reinou - Prússia
Frederico I era totalmente obsessivo. Certa vez, resolveu detalhar como os funcionários públicos deveriam se comportar. Resultado: escreveu um calhamaço com 35 capítulos e 297 parágrafos! Acabaram sobrando regras rígidas até para seu filho. Desde os 6 anos, o coitado era acordado às 6 da matina ao som de canhões! Só para acostumar com a guerra!
Maior loucura - Frederico amava a sua guarda imperial, formada só por caras acima de 1,80 m. A França quase declarou guerra à Prússia após Frederico mandar seqüestrar uns franceses altos...
8. Vlad III
Quando viveu - 1431-1476
Onde reinou - Valáquia (na atual Romênia)
Vlad III viveu numa época dura. Nobres revoltosos cegaram os olhos de seu irmão mais velho com ferro quente (ahhh!) e depois o enterraram vivo! Assim, quando subiu ao poder, a primeira coisa que Vlad fez foi se vingar do que havia rolado com sua família. Ele mandou empalar - ou seja, atravessar com uma estaca - boa parte dos nobres, incluindo as crianças!
Maior loucura - Quando, em 1462, os otomanos resolveram invadir o reino de Vlad, deram de cara com um "cartão de boas-vindas": 20 mil soldados empalados pelo caminho! O conquistador otomano Mehmet II quase vomitou e resolveu dar meia-volta.
7. Mustafá I
Quando viveu - 1592-1639
Onde reinou - Império Otomano
Para evitar uma disputa pelo trono enquanto seu irmão governava, Mustafá ficou 14 anos preso numa ala sem janelas do palácio real. Só podia ficar lelé... Quando o irmão morreu, Mustafá assumiu o poder e logo nomeou dois servos como governadores! Prenderam o cara outra vez... Conspiração vai, conspiração vem, decidiram soltar Mustafá de novo. Seis meses depois, ninguém agüentava mais o maluco. Mustafá foi trancafiado pela última vez e morreu 16 anos depois.
Maior loucura - Mustafá se divertia jogando o tesouro real pela janela. Ele adorava ver o povo se matando para pegar as coisas...
6. Nadir Shah
Quando viveu - 1688-1747
Onde reinou - Pérsia (no atual Irã)
General vitorioso, Nadir depôs o rei para assumir o poder. Após se safar de uma tentativa de assassinato, pirou. Suspeitando do filho, cegou o cara na frente da nobreza. Aliás, pensando melhor, decidiu cegar também os nobres que viram a cena! Acabou morto pelos próprios homens, antes que sobrasse pra eles...
Maior loucura - Por onde passava, Nadir torturava e matava para descobrir alguma conspiração. E ainda brincava de "Lego", fazendo torres com as cabeças decepadas!
5. Ivan, o Terrível
Quando viveu - 1530-1584
Onde reinou - Rússia
Desde pequeno, Ivan já mostrava sua natureza "dócil", atirando cães e gatos das muralhas do Kremlin... Quando sua mulher morreu, Ivan achou que ela tinha sido envenenada e passou a matar nobres russos. Seu tesoureiro foi cozido num caldeirão! Depois das crueldades, Ivan batia a cabeça no chão em penitência...
Maior loucura - Um dia, Ivan espancou sua nora porque não gostou das roupas dela. Seu único filho vivo discutiu com o psicopata. Péssima idéia! O velho maluco bateu com um cetro de ferro na cabeça do coitado e o matou!
4. George III
Quando viveu - 1738-1820
Onde reinou - Inglaterra
Aos 50 anos,George III começou a ter violentos delírios. Agitado, suava em bicas e tirava as roupas onde estivesse. Após ir para um hospício, ele até se recuperou, reinando por mais 20 anos antes de ficar doente de novo. Nos últimos momentos de vida, conversou sozinho durante 58 horas até o coma final!
Maior loucura - Certo dia, George se aproximou de uma árvore e lhe deu um vigoroso "aperto de mão". Quando perguntaram se ele estava bem, ele disse: "Não me interrompa! Estou conversando com o rei da Prússia"...
3. Gian de Medici
Quando viveu - 1671-1737
Onde reinou - Florença, na Itália
Desde pequeno Gian era deprimido. Ficava meses na cama. Seu pai piorou as coisas ao lhe arrumar uma mulher feia de doer. Foi acusado de impotente pela mulher, mas o problema era o estímulo... Quando o casamento acabou, Gian voltou para sua amada cama, para onde começou a levar garotinhos. Com o tempo, sua saúde mental se deteriorou. No final, era na sua grande cama que ele fazia tudo: até defecar e vomitar...
Maior loucura - Gian chegou a ter quase 400 pessoas em um "estábulo sexual", na maioria jovens garotos.
2. Carlos VI, o louco
Quando viveu - 1368-1422
Onde reinou - França
Com o apelido de Louco, Carlos manteve a tradição familiar, pois teve antepassados como Clovis II, o Inútil, e Childerico III, o Idiota... Ele tinha acessos de fúria e dores de cabeça terríveis. Aos 24 anos, matou quatro servos durante uma crise. Para curá-lo, médicos furaram o crânio de Carlos para "aliviar a pressão" - o que só despertou nele uma fúria maníaca contra doutores...
Maior loucura - Em 1405, Carlos parou de tomar banho e ainda fazia xixi e "barro" nas roupas... Se alguém chegava perto, gritava que era de vidro e que ia quebrar!
1. Ibrahim, o louco
Quando viveu - 1616-1648
Onde reinou - Império Otomano
Ibrahim levava uma vida de luxos e orgias. Uma vez, curioso com o órgão sexual de uma vaca, fez um molde das "partes" da bichinha. Com ele na mão, rodou o reino até arrumar uma amante com as partes "idênticas". Achou Sechir Para, que pesava 150 quilos! Após afundar o reino em dívidas, foi deposto e enjaulado.
Maior loucura - Uma vez, Sechir Para contou que uma das 280 concubinas do rei havia pulado a cerca, mas não disse quem era ela. Ibrahim mandou pôr as 280 mulheres em sacos cheios de pedras e afogá-las no mar!
domingo, 9 de outubro de 2011
Por que os orientais têm os olhos puxados?
Tudo indica que isso seja resultado de uma adaptação evolutiva dos mongolóides, grupo biológico da espécie humana ao qual pertencem quase todos os orientais. Pelo menos é o que pregam as teorias científicas mais aceitas na atualidade. De acordo com essas hipóteses, a chamada fenda palpebral (o espaço entre a pálpebra superior e a inferior) é menor em japoneses, chineses, coreanos e outros povos por uma questão prática. "Provavelmente, esse traço deve ter sido uma vantagem para os habitantes de regiões frias, já que sua função é parecida com a dos óculos usados pelos esquiadores, que possuem um visor em forma de fenda para reduzir a luminosidade refletida pela neve. Essa explicação parece ser bastante lógica, porque os mongolóides surgiram em uma área gelada no norte da Ásia no final da última era glacial, há cerca de 10 mil anos", afirma o antropólogo Walter Neves, da USP.
De fato, como o mar branco das regiões frias rebate até 85% da luz solar que chega à superfície, quem mora nesses lugares pode ter problemas de vista a longo prazo. "A radiação ultravioleta refletida pela neve pode causar cegueira momentânea, além de catarata e lesões de retina. Isso explicaria a predominância daqueles que têm olhos puxados na seleção natural", diz o oftalmologista Élcio Sato, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Não custa lembrar que, mesmo com a fenda palpebral mais fechada, os orientais enxergam perfeitamente.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Por que as mulheres não ficam carecas?
Para início de conversa, mulheres também têm calvície, embora não seja tão intensa e comum como nos homens. A forma mais comum de calvície é conhecida pelos médicos como alopecia androgenética e isso diz tudo: a calvície é motivada pela herança genética e pelos hormônios andrógenos, que definem as características sexuais masculinas. Ou seja, embora mulheres também sofram de queda de cabelo, o problema é determinado por hormônios masculinos. Entenda por que: a principal reação bioquímica que gera a calvície produzindo outro hormônio, o di-hidro-testosterona (DHT). Esse hormônio é o grande responsável pelo afinamento dos fios e conseqüente queda, mas ele não é o único responsável. Afinal se a pessoa não tiver receptores celulares sensíveis ao DHT no couro cabeludo, o hormônio não age. E o que define a sensibilidade desses receptores é a herança genética. A diferença é que mulheres produzem muito menos testosterona que homens e, portanto, mesmo que tenham predisposição genética, não têm DHT suficiente para produzir uma devastação tão grande na cabeleira - o mais comum é que o cabelo fique fininho, como o de um bebê, e não chegue a cair. Outra diferença entre os dois sexos é a posição dos bulbos capilares (de onde sai cada fio de cabelo) e, portanto, a calvície também é diferente. "No homem, a queda de cabelo começa pela região da fronte, com as famosas entradas, e no vertex (aquele ponto no topo da cabeça onde os fios se encontram). Nas mulheres, a alopecia fica mais concentrada bem no topo da cabeça", diz a dermatologista Eniude Borges, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Sexo frágilVeja outras anomalias que predominam entre os homens
DALTONISMO
Em função do funcionamento irregular de alguns cones (as células que distingüem as cores) o daltônico não consegue ver algumas cores. A anomalia existe nos dois sexos, mas é muito mais comum entre os homens (algo como 20 daltônicos para cada daltônica), que precisam levar a deficiência em apenas um cromossomo, enquanto, nas mulheres, o defeito precisa constar em uma dupla
HIPERTRICOSE AURICULAR
Esse distúrbio de nome esquisito se manifesta de forma ainda mais estranha: excesso de pêlos na orelha (eca!). Felizmente, essa característica é determinada por um gene que se aloja em um cromossomo que só existe nos homens - portanto nenhuma mulher sofre deste problema. Já pensou uma dama com tufos de pêlos na orelha?
HEMOFILIA
Doença caracterizada pela dificuldade em coagular o sangue, o que faz com que qualquer arranhão possa se transformar em uma hemorragia. Geneticamente é o mesmo caso do daltonismo: existe nos dois sexos, mas é bem mais comum entre os machos. Do cruzamento de uma hemofílica e um não hemofílico, por exemplo, nascem só filhos hemofílicos e nenhuma filha hemofílica.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Qual é o povo que mais chifra no mundo?
Entre os entrevistados de 41 nacionalidades que participaram da pesquisa The Global Sex Survey 2005, os que se mostraram menos fiéis foram os turcos: 58% declararam estar tendo ou já ter tido um relacionamento extraconjugal fixo. Mas, se o quesito for "apenas" uma escapadinha durante um relacionamento estável (casamento ou namoro firme), os campeões são os noruegueses, com uma marca impressionante: 70% já tiveram pelo menos uma noite de deslize. Os brasileiros não entraram nessa pesquisa, mas um levantamento conduzido pelo Projeto Sexualidade, do Hospital das Clínicas da USP, em 2003, e publicado no livro Descobrimento Sexual do Brasil, mostra que nós também gostamos de aventuras sexuais. Dos quase 7 mil entrevistados, 50,6% dos homens e 25,7% das mulheres declararam ter tido pelo menos um "caso" extraconjugal ao longo da vida. E a pesquisa vai além, mostrando o comportamento sexual em cada estado brasileiro. Do lado masculino, os baianos são os campeões de infidelidade (64% tiveram pelo menos uma "pulada de cerca"), enquanto, entre as mulheres, o título ficou com as cariocas (34,8%). Em ambos os sexos, os menores índices ficaram com os paranaenses: 19,3% das mulheres e 42,8% dos homens já traíram seus parceiros. Resta saber se os números revelam a realidade ou mostram simplesmente quem é mais sincero quando o assunto é sexo.
Duas formas de chifrar Os reis da vida paralela não são os campeões das escapadas
Amante fixo (A)
País - Turquia
(%) - 58
País - Dinamarca
(%) - 46
País - Noruega
(%) - 41
País - Islândia
(%) - 39
País - Finlândia
(%) - 36
"Escapada"
País - Noruega
(%) - 70
País - Finlândia
(%) - 64
País - Suécia
(%) - 64
País - Nova Zelândia
(%) - 64
País - Dinamarca
(%) - 63
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