Depende do que você considerar shopping center. Se for simplesmente um local construído para várias pessoas negociarem coisas, o marco inicial talvez sejam os grandes bazares persas - o de Isfahan data do século 10. Mas, considerando a concepção moderna de shopping center como um local que oferece produtos dos mais diversos tipos e opções de entretenimento, o título pode ser conferido à galeria Le Bon Marché ("O Bom Mercado", em francês), em Paris, cuja fundação data de 1852. Mas não pense que a primazia dos franceses é unânime. Os opositores argumentam que, apesar de oferecer uma variedade de produtos, as galerias francesas eram lojas de departamentos e não shopping centers. São esses os que puxam a brasa para a sardinha dos americanos. Mas, se aceitamos o shopping como uma invenção americana, caímos em outra controvérsia: para alguns, o primeiro foi o Country Club Plaza, em Kansas City, fundado em 1922; para outros, o verdadeiro pioneiro é o Market Square, em Chicago, que abriu as portas seis anos antes. Abos tinham lojas de diversos tipos, opções de lazer e área específica para estacionamento de carros, o que é um ponto importante no conceito americano. A diferença é que o Country Club nasceu com um sistema de gerenciamento mais próximo do atual, com uma entidade independente organizando a distribuição do espaço e alugando lotes para o dono de cada loja. Ambos seguem em funcionamento até hoje, assim como o primeiro shopping brasileiro, o Iguatemi, de São Paulo, fundado em 1966. Foi o pioneiro não só no Brasil, mas na América Latina - e isso, não há quem conteste.
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sábado, 24 de dezembro de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Para onde vão o xixi e o cocô do bebê na barriga da mãe?
Embora o embrião produza uma meleca escura no intestino, não dá para dizer que isso é cocô, afinal o embrião não come, portanto, não produz fezes. Já o xixi é solto livremente na bolsa amniótica (que envolve o embrião). Na verdade, essa urina fetal é o que compõe a maior parte do líquido amniótico e, portanto, é fundamental para o crescimento saudável do bebê. Mas não pense que ela é parecida com a nossa urina: quase 100% da urina fetal é água. O motivo é simples: o embrião não tem muita sujeira para excretar, primeiro porque não se alimenta como nós e segundo porque os metabólitos (principalmente uréia, sódio e creatinina, que também fazem parte do nosso xixi) são enviados para a mãe, via cordão umbilical, e excretados por ela. O embrião só consegue urinar a partir da 16ª semana, quando seus rins ficam maduros para filtrar o sangue enviado pela mãe - separando oxigênio, glicose, sais minerais e vitaminas dos tais metabólitos (que não servem para nada). Um pouco mais tarde, por volta da 25ª semana, as células do intestino produzem uma secreção escura, chamada mecônico, que cobre as paredes do intestino para evitar que elas se colem. Algumas vezes, no final da gravidez, o embrião pode soltar esse mecônio no líquido amniótico, o que pode ser perigoso quando o bebê nascer e der a primeira respirada (na barriga da mãe, todo o oxigênio vem pelo cordão umbilical): se o bebê aspirar o líquido com mecônio, pode contaminar seus pulmões e desenvolver uma pneumonia. Por isso, antes de cortar o cordão, os médicos aspiram o líquido que cobre o nariz e a boca do recém-nascido. "Além disso, soltar o mecônio é sinal de que o intestino do embrião está mais vascularizado do que o normal e, por isso, ele pode estar sofrendo", diz a obstetra e ginecologista Carolina Carvalho, da Unifesp. Se, durante o pré-natal, os médicos constatam que o líquido amniótico está escuro, o parto pode ser antecipado. Nesse caso, eles podem dizer aos pais que "o bebê fez cocô dentro da barriga da mamãe" para facilitar a explicação, mas, que fique claro, isso não é cocô!
Projeto de genteVeja como um "grão de feijão" se transforma num bebê
5ª semana de gravidez
O embrião atinge 5 mm (um grão de feijão) e, com esse tamanho, ele já precisa ter o "kit básico": um coração rudimentar, os brotos dos braços e pernas e o tronco cerebral (estrutura do cérebro que controla os batimentos cardíacos)
9ª semana
Com cerca de 3 cm e 10 gramas, o embrião começa a sentir os primeiros estímulos cerebrais, o que, segundo muitos cientistas, já permite que ele sinta dor. Nessa altura do campeonato, ele já tem dedos e órgão genital diferenciado
16ª semana
O "bebezinho" já tem as estruturas óssea e muscular formadas, embora seu tamanho ainda seja parecido com o de um celular. Suas feições já estão bem definidas e os médicos já podem identificar o sexo pela ultra-sonografia
25ª semana
Por volta do quinto mês de gravidez, o feto completa a estrutura mínima para viver fora da barriga da mãe. O que determina isso é a formação do pulmão: mesmo se nascer prematuro, já pode respirar sozinho
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Quais são os piores times da história do Campeonato Brasileiro?
Ríver (PI) e Brasília (DF) são os únicos times que conseguiram uma proeza: não marcaram nenhum ponto em uma edição do Campeonato Brasileiro (série A). Em 1982, o Ríver perdeu suas oito partidas, tomando 26 gols e marcando apenas seis. O Brasília fez campanha parecida em 1984: oito derrotas, 24 gols sofridos e quatro marcados. Vários times perderam mais jogos em Campeonatos Brasileiros, mas, pelo menos, marcaram algum ponto e superaram a ridícula marca de 0% de aproveitamento. O CSA (de Alagoas), em 1974, por exemplo, perdeu 16 jogos, mas empatou dois e ganhou um, ou seja, teve aproveitamento de 10,5%. Até o Malutrom, do Paraná, que, graças ao confuso regulamento do Brasileirão de 2000, jogou apenas duas partidas na primeira divisão, conseguiu marcar um pontinho. Entre os times que já foram campeões brasileiros, o maior vexame é do Atlético Mineiro, em 1993: 14,2% de aproveitamento. Para felicidade dos torcedores do "Galo", naquele ano não houve rebaixamento e o clube, campeão nacional em 1971, pôde dar a volta por cima no ano seguinte, quando caiu apenas na semifinal, contra o Corinthians. Mas antes de sacanear seu colega atleticano, lembre-se de que seu time certamente já mandou muito mal em alguma edição do Brasileirão. Confira ao lado a pior campanha da história dos principais clubes.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Por que os padres não podem se casar?
A princípio, padres não se casavam por opção, para dedicar 100% do tempo e das energias à oração e à pregação - da mesma forma que Jesus Cristo. Em 1139, ao final do Concílio de Latrão, contudo, o matrimônio foi proibido oficialmente a membros da Igreja. Embora a decisão tenha se apoiado em passagens bíblicas - como "É bom para o homem abster-se da mulher" (presente na primeira carta aos Coríntios) -, uma das razões mais fortes para a transformação do celibato (como é conhecida a proibição do casamento) em regra foi o que, já naquela época, ditava as regras da humanidade. Fé? Nada disso. Grana! Na Idade Média (do século 5 ao 15), a Igreja Católica alcançou o auge do seu poder, acumulando muitas riquezas, principalmente em terras. Para não correr o risco de perder bens para os herdeiros dos membros do clero, o melhor mesmo era impedir que esses herdeiros existissem. Isso não fez muita diferença para os monges, que, por opção, já viviam isolados em mosteiros, mas em algumas paróquias a proibição gerou discórdia. A maior delas ocorreu no começo do século 16 e foi uma das razões pelas quais o cristianismo passou pelo seu maior racha: Martinho Lutero rompeu com o papa e criou a Igreja Luterana, que permitia o casamento dos seus pastores - e permite até hoje (veja o quadro abaixo). Depois da Reforma Protestante, a Igreja Católica reafirmou o celibato, definindo no Concílio de Trento, em 1563, que quem o rompesse seria expulso do clero. A regra se manteve até 1965, quando o papa Paulo VI permitiu que padres se casassem e continuassem freqüentando a Igreja (sem a função de padres, claro). Para conseguir essa liberação, o padre noivo precisa enviar um pedido ao Vaticano e esperar a autorização, que pode demorar até dez anos. "João Paulo II tornou o processo mais demorado, mas Bento XVI está limpando a mesa", diz o teólogo Afonso Soares, professor da PUC-SP. Além de promover a tal limpeza, o novo papa surpreendeu, em agosto do ano passado, ao aceitar que o ex-pastor anglicano David Gliwitzki, casado e pai de duas filhas, e tornasse padre.
Mulher do padre
Veja como outras religiões tratam a vida amorosa de seus sacerdotes
Judaísmo
Rabinos podem ter relacionamentos e se casar. A única recomendação é que a esposa seja judia
Budismo
Não reconhece nenhum ser superior capaz de dar ordens de conduta, mas monges e monjas vêem a abstinência sexual como algo que eles devem se esforçar a aprender
Cristianismo protestante
Pastores (batistas, metodistas, da Assembléia de Deus ou de qualquer outra corrente) podem se casar. Entre os luteranos, há grupos de monges que, por opção, adotam o celibato
Cristianismo Ortodoxo
Homens casados podem virar padres, mas dificilmente serão promovidos a bispos. A regra é a mesma em correntes católicas orientais, como a maronita e a ucraniana
Islamismo
Qualquer homem (no islamismo, não há sacerdotes como no catolicismo) não só pode como deve ter quatro esposas, se puder sustentá-las, é claro. As mulheres, por outro lado, só podem ter um marido
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